A CAPOEIRA NA ESCOLA E A CAPOEIRA DA ESCOLA

JOSÉ OLÍMPIO FERREIRA NETO

Co-autores: JOSÉ OLÍMPIO FERREIRA NETO e LUCIANA MARIA FERNANDES SILVA
Tipo de Apresentação: Pôster

Resumo

A Capoeira, luta afro-brasileira, pode figurar como um instrumento pedagógico dentro da escola. Muitos são os estudos que a apontam como uma importante temática educacional, não só nas aulas de Educação Física, mas como cultura popular (CAMPOS, 2001; SILVA, L.M.F., 2012). O capoeirista de hoje é um jogador-estudioso (CAMPOS, 2011), além de jogar, contribui na seara acadêmica oferecendo melhores condições de trabalho ao profissional da Capoeira. O objetivo desse trabalho é investigar como a Capoeira é trabalhada no contexto escolar. Buscou-se, ainda, verificar se há a possibilidade de diálogo entre os capoeiristas e os professores de Educação Física. Essa pesquisa é de natureza qualitativa e teve como fonte principal, a bibliográfica, buscada na literatura existente sobre Educação Física Escolar e sobre Capoeira, desenhada por jogadores-estudiosos e demais acadêmicos. Por meio desse estudo, percebeu-se que há indícios de que a relação entre a Capoeira e a Educação Física é de reciprocidade (CAMPOS, 2011). Os Mestres desta prática corporal adentraram no espaço da escola, na década de 1960. Hoje, a Capoeira vem sendo recomendada como conteúdo das aulas de Educação Física, em diferentes propostas curriculares (SILVA, 2012), ministrada por diversos perfis de profissionais. A Capoeira é trabalhada na escola de diversas formas, por profissionais de diversos perfis. Entendeu-se que há a Capoeira da Escola e a Capoeira na Escola. Trabalhos que, apesar de compartilhar o mesmo espaço físico, possuem objetivos distintos, mas que colaboram no desenvolvimento e formação dos sujeitos. A Capoeira da Escola é ministrada nas aulas de Educação Física, por um professor de Educação Física, que pode ou não ser um capoeirista. Já a Capoeira da Escola, trata-se de desenvolvimento de projetos ou escolinha trabalhada por capoeiristas, com ou sem formação acadêmica. Percebeu-se, a partir do material coletado, que há possibilidade de diálogo entre os capoeiristas e os professores de Educação Física. Ambos possuem espaços determinados no ambiente escolar, mas podem ser colaborativos ou complementares, visando o desenvolvimento dos sujeitos envolvidos na atividade.